É bem verdade que outro dia ela era um bebê branquinho como o Miguel, que engatinhava atrás de chicletes no chão ( quanto mais pisados, mais ela gostava. Não se assustem, isso criou todos os anticorpos necessários para que ela não adoecesse fácil)...
É bem verdade que outro dia ela tinha três ou quatro anos e era a menina mais manhosa do mundo, daquelas de deitar no chão do supermercado e espernear , bater braços e pernas até ficar quase roxinha e não escorrer nenhuma lágrima...
É bem verdade que outro dia ela estava agarrada na saia da Niúra, a mãe menor dela, seguindo todos seus passos com aquelas perninhas...
É bem verdade que outro dia ela estava vestida de Spice Girl dançando no quintal com a Lud, a Milu e a Niúra.
É verdade também que coisa de uma semana atrás ela fez quinze anos, numa festa temporã, com direito a valsa e bolo, e troca de vestidos, e todos os amigos.
E é também verdade que ontem ela entrou na faculdade pra aprender a embelezar e cuidar das pessoas, e vejam só, mês que vem ela já se forma!
Opa...mas ela hoje está completando 30 anos...como pode? Se parece que foi outro dia mesmo que entrei no Hospital da Asa Norte, pelas mãos do papai, junto com o Jaime para ver pelo vidro do berçário aquela bebezinha branquinha e pequenina? Se foi ontem mesmo que coloquei ela no colo com o macaquinho alaranjado, que ajudei a trocar a primeira fralda, que fui caminhando com ela pra escolinha, que ajudei nos castelinhos nas areias de Prado, que levei ao cinema, que fiz o bolo para o aniversário? Opa...alguma coisa aconteceu, e eu nem percebi: Nossa, como a Nayara cresceu! E apareceu, e continuou linda e amorosa , mesmo sendo garota enxaqueca as vezes...
Mais uma irmã completa trinta anos. E eu, quase na curva dos quarenta, olho para trás e só vejo aquela menina de cabelos dourados e vestidinho branco com frutinhas, fazendo pose que nem gente grande.
Quem disse mesmo que o tempo passa?
Feliz Aniversário, brancoila! Os trinta são muito legais, acredite ( mas acho que você já percebeu...)!
Um beijo da sua irmã maior.
*Ps: Sim Digão, a Nayara cresceu
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Não há lugar no mundo...
115 anos de BH...Lembro-me tão bem da festa dos 100 anos, 1997, eu tinha 4 anos de cidade, ainda estava conhecendo suas ruas, praças e parques. Mas já era apaixonada pela sucessão de esquinas, cuja poesia não era nada dura nem concreta como a que canta Caetano de sua Sampa, mas sim cheia de redondilhas e rimas...
A família desgarrada já tinha se reunido novamente e a cidade tinha nos recebido a todos de braços e coração abertos.
Mas, como diz meu amigo Bruno , (que conheci exatamente nesse ano, na festa de encerramento do FIT especial BH 100 anos), minhas asas são muito grandes, e em 2003 sai daqui para tentar outros ares. Respirei, senti, mas meu coração sempre batia mais forte ao voltar para visitar a família, os amigos.
Depois de um tempo sem lar, sem chão, voltei para minha cidade natal, Brasilia, achando que ali era o lugar de me encontrar. Foram 5 anos de idas e vindas a BH para chegar o momento de entender que, mesmo tendo nascido ali, naquele planalto amplo, minha alma já não pertencia à aridez e ao concreto, mas sim às montanhas, aos vales e cachoeiras que circundam a minha Belo Horizonte.
E a cidade me recebeu de novo com o mesmo sorriso, e cá estavam os amigos que não se perderam, a família cada vez mais mineira, meu GALO, as ladeiras ( como gosto de ver as ladeiras...) as praças, parques, pães de queijo... E a cidade com uma vocação cultural incrível, me mostrando alegria, vivacidade, magia.
Meu coração bate forte e feliz nessa cidade que me acolheu como os mineiros acolhem (depois que passa a fase da desconfiança, rsrsrs) e, apesar de meus amigos queridos de Brasília acharem ruim quando eu falo isso, hoje me considero 100% belohorizontina.
Sei que minhas grandes asas ainda vão querer se abrir e alçar outros voos. Mesmo resolvendo partir para alguma outra aventura, já entendi que NÃO HÁ LUGAR NO MUNDO MELHOR QUE BH!!!!!!
FELIZ ANIVERSÁRIO para essa cidade linda, minha casa, meu lugar no mundo.
Aos 115 anos de Belo Horizonte
Apaixonar-me
Em um episódio de "Sex and the City" a Carrie, cansada de não
ser amada ou de não amar ninguém, descobre que seu mais longo e duradouro caso
de amor é com a cidade de Nova York. Nesse episódio ela literalmente
"namora" a cidade, vai a lugares que fazem parte da historia dela,
senta em cafés sem estar acompanhada (não exatamente só, afinal ela esta com a
cidade.), passeia pelo Central Park, e termina dizendo: se você ama Nova
York, a cidade nunca te deixará sozinha.
Na minha atual fase, estou me sentindo muito Carrie, cansada de não amar
ou ser amada, mas, pra piorar,
atualmente vivo nessa cidade com a qual, por mais que tente, não consigo ter
nem um romance fugaz. Um caso de amor, então...
Ando pelas ruas (ou melhor, passo de carro.) e não consigo enxergar
beleza ou poesia. Afinal, que poesia pode ter uma cidade sem esquinas????
Nesses dias, pra piorar, a chuva resolveu desabar e nem mesmo o famoso
"céu de Brasília, traço do arquiteto" dá o ar de sua graça.
Tenho tentado, desde o início, viver Brasília, vê-la com olhos de filha
dessa terra, entender o que se passa com quem ficou e gosta da cidade. Afinal,
voltar para cá foi uma opção minha, sentia ser a hora de fazê-lo, pois minha
vida estava sem norte e eu pensava que voltar pra casa, pra terra onde nasci,
poderia me trazer chão, perspectivas. No quesito perspectivas não posso dizer
que a cidade me decepcionou, afinal, se não estivesse aqui provavelmente não
teria passado em um concurso, não teria o trabalho que tenho hoje e outras
tantas coisas que o fato de estar aqui me proporcionou. Entretanto o custo não
foi baixo e acabei percebendo que estar na Capital significa, de certo modo,
perder-me dos meus sonhos, mas isso é uma história muito longa, a ser tratada
em outra ocasião.
O problema é que tentar sentir Brasília como casa, I must confess,
tem sido uma luta vã. Não consegui encontrar - na falta de esquinas, de
gente, de vida urbana - uma alma em Brasília, a alma de uma cidade pela qual eu
pudesse me apaixonar. Infelizmente estou percebendo que essa ausência se
reflete também nas pessoas e começo a ver que, numa cidade na qual a linha do
horizonte tem praticamente 360º, as pessoas dificilmente conseguem enxergar
algo além do pára-brisa de seus carros.
Quando então meu coração clama pelo apaixonar-me, fecho os olhos e me
imagino caminhando pelos corredores do Mercado Central, sentindo todos os
perfumes dos temperos, das flores, dos queijos. Tomo uma cerveja gelada de pé
no balcão do bar, um copo se quebra e ouço ecoar: Gaaaaaaalo! Ganho uma rosa do
Tielo, compro castanhas, chocolates e parmesão...Ai vou ao Parque
Municipal, vejo as crianças no laguinho, o burrinho disfarçado de zebra,
os casais namorando na grama, me sento na porta do Chico Nunes,
esperando começar o espetáculo, domingo de música no parque.
Então subo a Rua da Bahia, caminhando, ao meu lado vejo a Igreja de
Lourdes e as pessoas que saem da missa me dizem boa noite. Continuo subindo e
chego ao Belas Artes, me sento e tomo um chá gelado, como um pão de queijo
recheado(mmmmm....), entro na livraria, folheio dezenas de livros, cumprimento
alguém conhecido. Saio e vejo a Praça da Liberdade iluminada pelas luzes de
Natal e vejo também as pessoas que caminham ali todos os dias, ao se cruzarem,
um cumprimento.
Sento-me em um banco da praça e penso em Drummond na janela, que tantas
vezes olhando para essa mesma praça pensava em como tinha orgulho de pertencer
àquele lugar, mesmo mantendo o coração itabirano.
O que preciso não é me apaixonar por Brasília...
Brasília, 12/12/2006
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Sobre partidas, retornos e asas.
Passei o último mês conhecendo e re-conhecendo lugares.
A Europa esteve no meu imaginário desde muito pequena, quando meu pai foi a Paris e, na volta, prometeu que me levaria para conhecer a Cidade Luz. Eu tinha quatro anos e ali comecei a sonhar com o dia em que pousaria naquela terra tão antiga.
Quando desembarquei pela primeira vez em Paris estava a caminho da Itália, do meu sonho de menina só vi o aeroporto. Vivi na Europa por dez meses e, mesmo em contato com outra cultura, outros cheiros, cores e sabores, tudo sempre me pareceu muito natural, nunca houve um estranhamento, nem mesmo uma excitação tão grande quanto a das pessoas que acompanharam minha mudança para o velho continente. Parecia que eu não estava em um país estranho falando outro idioma. Voltei para o Brasil e da mesma maneira não estranhei as diferenças, a sensação de normalidade continuou.
Um ano depois peguei novamente um avião tranconstinental. O destino final era a Itália, mas dessa vez eu ficaria alguns dias em Paris, o sonho virara realidade. Foram talvez os cinco dias mais felizes que já vivi. Totalmente sozinha, eu andei por toda a cidade, reconheci as ruas, as esquinas, falei francês, comi baguetes, li nos parques. A sensação era de total pertencimento, como se sempre tivesse caminhado pelas ruas da cidade.Vivi mais cinco meses numa vilazinha escondida no interior da Itália e então voltei ao Brasil.
Foram necessários outros seis anos para entrar novamente em um avião transcontinental, mas dessa vez apenas para fazer turismo. Maratona de seis países em trinta e seis dias - Austria, Republica Czeca, Italia, Turquia, Espanha e França, somente as capitais, com exceção da Turquia, na qual visitamos o interior.
Uma longa, interessante e divertida viagem que terminou na minha cidade dos sonhos. E novamente a mesma sensação, de ser tudo tão natural.
Vinte e sete mil quilometros percorridos, dez cidades, dez museus, dezenas de pontos turísticos, algumas ruinas de mais de dois mil anos, quase uma dezena de igrejas, outros tantos bares, restaurantes e praças. E pessoas de diversas nacionalidades, gentis, estranhas, curiosas, agradáveis, bonitas, inteligentes, simpáticas, e também hostis, desagradáveis, agressivas.
No fim, ao voltar para casa, minha principal conclusão é que não pertenço a um lugar específico. Poderia viver em quase todas as cidades pelas quais passei ( talvez não na Turquia, afinal, lá as mulheres devem cobrir a cabeça... :/). O mundo é a minha casa, como já me disseram uma vez, e não é estar em um determinado lugar que vai me fazer feliz, porque a festa da felicidade acontece é dentro de mim.
Mas, como diz meu querido amigo Bruno, minhas asas são grandes, daqui a pouco terei que abri-las novamente para voar. Por minha alma não ter raízes, viajar, sim, é preciso.
"Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu."
Fernando Pessoa
terça-feira, 20 de março de 2012
Petit
São as pequenas coisas que me animam,
enchem a alma de prazer e beleza.
Um sorriso inesperado, um olhar que queria passar despercebido.
A mão que tira uma mecha de cabelos do rosto.
Os olhos fechados na entrega.
As palavras lidas com cuidado e atenção.
Suspiros meio que escondidos, com medo de se revelar.
E uma única palavra, dita em meio a silêncios.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Palavras Emprestadas: Novo Amor, de Edu Krieger
Sim, todo carnaval tem seu fim.
A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval.
Mas não faz mal, não é o fim da batucada
E a madrugada vem trazer meu novo amor
Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
Come o couro no terreiro porque o choro começou.
A gente ri
A gente chora
E joga fora o que passou
A gente ri
A gente chora
E comemora o novo amor.
(Novo amor - Edu Krieger)
A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval.
Mas não faz mal, não é o fim da batucada
E a madrugada vem trazer meu novo amor
Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
Come o couro no terreiro porque o choro começou.
A gente ri
A gente chora
E joga fora o que passou
A gente ri
A gente chora
E comemora o novo amor.
(Novo amor - Edu Krieger)
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Para a menina do nariz arrebitado
03 de
fevereiro de 1982
Ela
nasceu na madrugada, eu provavelmente estava dormindo em casa, afinal tinha
apenas seis anos. Mas lembro bem da primeira olhada na minha pequena
irmã, que vinha para ser a companheira, protegida, amiga. Afinal, apesar do
Jaime ser meu "limãozinho", toda menina quer uma irmãzinha para
brincar, não é?
Pois bem, ela tinha chegado, a menina morena de grandes olhos (grandes mesmo,
acreditem em mim...), bochechuda e sorridente. Por algum tempo ela foi a minha
boneca, igualzinha ao "meu bebê" da Estrela Era lindo estar lá com
a mamãe ajudando a trocar a fralda, dar banho, fazendo cafuné na carequinha
dela...
Niúra
desde pequenina teve gostos extravagantes. Por exemplo, só dormia se estivesse
pegando no cotovelo de alguém. Juro!!!! A gente deitava na cama e ela
imediatamente grudava o cotovelo com aquela mãozinha gordinha e ficava puxando
a pele até dormir. Só que esse processo era longo, demorado, então um dia nos
aprendemos que o cotovelo e a mão do primeiro ursinho de pelúcia eram
quase a mesma coisa (um ursinho que vestia uma roupinha vermelha e
preta...observação muito importante no futuro...), e ela se acostumou
com o nosso "engodo".
03 de
fevereiro de 1984
De
vestido vermelho, a boca toda suja de chocolate, os cabelos de cachinhos e as
bochechas fofas. Essa é a imagem mais clara na minha lembrança da pequena Niúra,
correndo de um lado para o outro e encantando a todo mundo. Não havia ninguém
que resistisse ao sorriso da pequena e posso dizer, sem medo de errar, que
nunca houve uma criança tão carinhosa quanto ela. Pelo menos eu não conheci.
Era tão
encantadora que nem o Jaime escapou. Ele que, quando soube que iria
ganhar uma irmã e não um irmão, falou para jogar a neném fora quando nascesse... A Niúra adorava esse irmão, e quando a gente olha as
fotos dos dois sabe que ele também adorava... Ela estava lá, sempre correndo
atrás dele, onde quer que fosse, imitando tudo o que ele fazia, moleca mais
moleca do que o irmão encapetado...
Uma
semana depois, a menina que era a própria Narizinho, com seus olhos de
jaboticaba e nariz arrebitado, ganhou de presente sua própria boneca, que chamou
de Nayara e nunca mais largou.
03 de
fevereiro de 1994
Filha de
ciganos, aos onze anos já tinha passado por quatro cidades diferentes, mudado
de escola umas oito vezes, feito e desfeito amizades, sempre deixando prá trás
dezenas de pessoas encantadas.
A boneca
dela também cresceu e, como toda boa mãe, a Niúra se desdobrava em
cuidados...muita responsabilidade pra pequena Narizinho, que cresceu rápido
demais.
Mas nem
isso mudou a encantadora de pessoas que, mesmo com a família dividida,
continuou com seu sorriso enquanto aprendia muito cedo a ser gente grande.
03 de
fevereiro de 1999
Minha
pequena irmã cresceu, sorridente e determinada, inteligente, altiva e sempre
encantadora. Não brincava mais com a sua boneca quando começou a achar a irmã velha
interessante... Eu era o modelo a ser seguido, a minha música, as minhas
roupas, os meus gostos. Um dia ela resolveu dividir comigo suas
descobertas, tinha certeza que eu
acharia tudo perfeito. Sim, eu entendi. Mas com medo que minha pequena irmã se
magoasse com os espinhos do mundo, não achei tudo perfeito. O cristal se
quebrou e deixei de ser modelo, inspiração. Para mim foram seis longos meses (aos 22 anos o tempo
passa muito lentamente...), até que palavras fossem ditas, lágrimas
derramadas, escolhas e posições compreendidas e a confiança restaurada.
03 de
fevereiro de 2001
A menina
do nariz arrebitado e nome diferente, mas que também era “cabeçuda”, virou
gente realmente grande, escolheu a faculdade (com o dedo da irmã mais velha),
passou facinho no vestibular e se tornou universitária. Engraçado como o tempo real
passa, mas o emocional não, continuei a ver na menina crescida minha pequena
boneca...
03 de
fevereiro de 2010
Década
estranha... A menina encantadora de pessoas foi entrando cada vez mais fundo na
redoma, no seu mundo particular, menos sorridente e mais individual. A
cumplicidade se foi, dando lugar à distância, às arestas. E a gente parou de
brincar. Ficou o orgulho de ver minha pequena irmã se firmar como uma grande
mulher.
03 de
fevereiro de 2011
Portas
abertas, sorriso no rosto, planos a realizar, difíceis escolhas, liberdade.
Depois da
década estranha, reconquistei o direito de ser inspiração, amiga, irmã. Abrimos
uma porta juntas, construímos nosso espaço, com a nossa cara, mesmo sabendo que
esse tempo não é para sempre. Crescemos, acho que pela primeira vez, juntas. Ou
melhor, chegamos juntas a um mesmo lugar, e esse é um lugar bem feliz.
03 de
fevereiro de 2012
Hoje
minha irmã, a pequena Narizinho, completa 30 anos. Em mim uma sensação de
orgulho imenso da mulher linda, inteligente, decidida, competente, amorosa, inteira e
feliz que ela é. Ao mesmo tempo uma incredulidade natural, por que é
difícil acreditar que 30 anos se passaram desde que vi pelo vidro da
maternidade seus grande olhos de jaboticaba pela primeira vez.
Ela chega
aos 30 muito mais realizada, plena e contente do que a sua irmã mais velha, que seis anos atrás não sabia o que fazer para sair da famosa crise.
A Niúra
não...ela sabe exatamente aonde quer ir, com quem, quanto tempo ficar, o que
levar e o que trazer. Não teve crise dos 30, apenas conclusões de ciclos. E os fechou com tanta naturalidade e segurança que hoje, enquanto escrevo meus
votos de Feliz Aniversário, olho para a porta do quarto ao lado e me pergunto: quem é
mesmo a irmã mais velha????
Minha querida pequena irmã, só posso desejar que você permaneça realizada, plena e contente. Aos 30, aos 40, aos 50, aos 60, aos 70... A felicidade você já tem ao alcance da mão.
Jana
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